BUENOS AIRES: MINHA EXPERIÊNCIA EM CAMINITO

Continuando a série de postagens sobre Buenos Aires, no primeiro dia do ano conheci a agradável região de Caminito, no bairro La boca, as margens do Rio Riachuelo.

Apesar de ter recebido diversos avisos relativos à segurança sobre a visita ao bairro La Boca, achei tudo muito calmo e tranquilo durante as horas que passe lá, não tão diferente das outras regiões que visitei. Obviamente, enquanto turistas sempre devemos redobrar alguns cuidados, no intuito de nos protegermos de eventuais furtos e roubos, e enquanto mulheres, do assédio e outros crimes de conotação sexual e de gênero que infelizmente somos mais suscetíveis que os homens.

Não existe estação de metrô (subte) próximos a Caminito, você pode pegar um ônibus, táxi ou uber até lá. Para baratear, fui de metrô até a estação Constitucion – Linha C, e de lá peguei um táxi até Caminito, pois estava compensando mais que o aplicativo de UBER.

Aos que gostam de comprar mimos de viagens, Caminito é o local ideal para isso! Inúmeras lojinhas de artesanato, imãs, copos de shot, plaquinhas, doces de leite e tudo de mais encantador que a cidade pode oferecer.

Caminito foi um dos pontos turísticos que mais recebi informações divergentes enquanto fazia minhas pesquisas de planejamento do roteiro. Há quem tenha gostado muito da visita, assim como há alguns viajeiros que não viram nada demais no local.

Para mim, Caminito foi amor à primeira vista! Com suas casinhas e ruas coloridas, é um museu a céu aberto como tinha lido em outros blogs de viagem. Curiosamente, o nome da região é uma homenagem a um tango composto por Juan de Dios Filiberto, em 1926.

Historicamente, o bairro La Boca era habitado por imigrantes italianos e espanhóis que trabalhavam no porto. Sendo um bairro pobre, as cores vibrantes das fachadas dos cortiços e cafés eram pintadas assim porque os imigrantes usavam restos de tintas que sobravam nas oficinas do porto. Com o tempo, o local se tornou famoso graças à Quinquela Martin, pintor que, junto com outros artistas, começou a transformar as ruas de La Boca com pinturas, mosaicos, esculturas, murais e outras formas de arte.

Apesar de alguns locais, bem como a famosa loja da Havana estarem fechadas no dia que fui, percebi que tudo em Caminito é voltado para os turistas. Não diferente de outros lugares que já visitei, sempre tem alguém para te mostrar o menu do restaurante ou tentando te vender algo enquanto se caminha pelas ruas principais.

Outro ponto importante é que também será muito comum ver dançarinos de tango, sósias de Maradona e artistas afins se oferecendo para fotografias. Fique esperto, pois isso não é gratuito, eles vão querer cobrar, porém só avisarão depois que você tirou a foto, e podem criar uma situação muito chata. O mesmo se aplica àqueles painéis em que colocamos a cabeça.

Como não curto esse tipo de entretenimento, apenas me finjo de boba, digo “gracias” e me afasto, hahaha.

Seguindo pela avenida principal, relativamente próximo de Caminito também está o estádio de futebol “la bomboneira”, palco de clássicos futebolísticos do Campeonato da Libertadores da América. Entretanto, como não me interesso por esse tipo de passeio, não fiz. Apenas passei pela porta.

Vale a pena visitar Caminito? Para mim, valeu, e valeu muito. Mas, cada viajante tem um gosto. Indico-te ir e me contar como foi sua experiência depois.

Quer saber um pouco mais sobre essa viagem incrível? Segue a @agarotaviajante no Instagram e corre nos meus stories fixados no perfil para visualizar cada passeio que eu fiz por lá!

©2019 por Shawanna Becker.